terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Era noite. Fui andando preocupado em não preocupar meus pensamentos. Quando percebo na minha direção uma figura obscura. Vinha exatamente caminhando na mesma linha que eu. Parecia fazer de proposito. Cada vez que eu caminhava e mais proximo ficava, em mais pensamentos ia pondo minha cabeça. Até certo ponto, reconheci parte do que consegui enxergar. Com grande cautela, optei por continuar na mesma calçada, o estranho é que a outra pessoa tbm parece ter hesitado em atravessar a rua, e abdicou da escolha pra continuar andando no mesmo local. Mais passos. Mais perto. O reconhecimento chega a um grau pessoal e íntimo, e claro mais uma vez estranho. Me questiono por dentro, sobre essa figura decadente e conhecida que vinha. Tinha um ar de dúvida e era deprimente. Quando enfim chego bem perto, me tomo por grande surpresa.. Ao perceber que o que estava vendo desde o início era um espelho, e a figura que tanto me atormentava e incomodava era minha propria imagem...



gael

domingo, 19 de janeiro de 2014

O rascunho da segunda apresentação de Ingrid

Não foram presentes! O que mais ganhei na vida foram rótulos: estranha, maluca, esquisita, paranoica e desleixada já me são familiares. Recebi esse adjetivos pelo meu comportamento não condizente com o normal e o comum. Apesar de viver nessa classe mediana, sou uma péssima aluna. Esse meritocracismo me dá náuseas. Cuspo essas poucas palavras pra dizer que sou e serei uma eterna repetente dessa instituição. Não uso maquiagem, as abomino. Nada de salto alto, pé descalço me é mais natural. Em relação ao horário sou como alguns conteúdos e matérias: atrasada. O primeiro sinal marca a entrada. Todos sonolentamente acordados a entrar em ação. O ultimo sinal permite a saída dos acordosamente sonolentos. Fila indiana. Do menor pro maior, a demonstrar a hierarquia de quem manda. Sigam o mestre, ele é o exemplo e inquestionável. Pura balela... Não sou de apresentações, mas me chamo Ingrid, e retornando aos adjetivos, o que mais me prendeu atenção: Ingrata. prazer (?) Ingrid Ingrata.

gael ajuntador de tropecos

sábado, 4 de janeiro de 2014

por que escapas?
aqui tu ja é intruso
não se renda as ameaças
continue como recluso

nasceu fadado a tropeçar-se
atropelamento procurado
se jogou na frente
rente ao amor plastificado

penetra numa festa sem comemoração
a marcha fúnebre se confunde com o som de ostentação
fim da corrida ou novo ponto de partida?

só o percurso pode responder:
por que escapas?


solo gael