me pintei como me disseram
de personagem, uns diziam o que eram
abdiquei, não sei de onde eu vim
também duvido até donde será meu fim
o que não sei, peço minima ajuda
que sei bem, rogam virgula perdão
que quem possa, no alco tbm nos acuda
e veja, que o olho tbm traz ilusão
o cisco engana melhor dos olhares
e quem tenta, ameniza a pior das dores
errador, como eu tenta mudar os ares
percebendo que até em cemitério tem flores
me findei, de comemorar dia de finados
e dia da vida, tinha dívida olhe só
fim da noite, tinha nenhuma comemoração
a festa da vinda, foi solitária e não teve perdão
ainda assim, se mantinha poesia
nua e crua, frigida era toda vida
diminuindo o que ali se continha
o tudo era nada, e do nada tudo era vizinha
abstrato, nada nem se representava
e o tudo de si sempre se vangloriava
não percebia que de si não sabia nada
o todo não se ausenta quando está em voga
a prece-oração daí, não se faz a roga
em saber que ás veze tem alguém acima
e percebe, pisca o olho, tenta sem hierarquia
que vê momentos, muito mais além da rima
e veja no fim, confusão, que além do amor, todo ser se alia