narragens e falas que um dia tiveram vez, podem estar mortas, mas são ressuscitadas toda vez que algum olho as acompanham e num pequeno espaço de tempo ganham o mínimo de artenção num outro satélite-cabeça...
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
numa mão o urso de pelúcia,
na outra o cigarro aceso
entre os dois objetos
a confusão, a dor e a indiferença
futuro era verbo não conjugado
e ainda por cima imperfeito
a janela era o divã,
com os pensamentos batendo no vidro...
como moscas
inocência e malícia
brincavam de mãos dadas
não pareciam felizes,
não era esse o objetivo, buscavam raízes
e na sucessão dos fatos, rotina homicida
tiravam vidas de dívidas antigas
bom casal, mas tirando a boa miral
em falhas e erros eram especialistas
gael, solo
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
nasce o filho do palhaço
seu exemplo é motivo de riso
não se preocupava com estardalhaço
diferentemente do pai, tinha um comportamento contido
dentre os amigos, seu pai era o único maquiado
as outras profissões tinham outra proposta
sua fantasia era mais real do que as pastas dos engravatados
e quando apareciam com diminuições, o sorriso macabro servia de resposta
tradição passada a cada geração
de mãe pra filha, de avô pra neto
minorias unidas, prontas pra preservação
inversão de certas visões, e o chão vira teto
a peruca ajudava o palhaço calvo
e as atrações orgulhavam o filho
o caráter ganancioso era o alvo
denunciava o luxo, com seu terno maltrapilho
no dia dos pais nada de comemorações
era dia de trabalho, precisava gerar risos
vivia o filho, infancia fora dos padrões
e o presente pro seu pai, foi o mais puro sorriso
gael
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