Uma das primeiras lembranças que tenho sobre meu sobrenome adotado, foi no primeiro dia da segunda semana de março de uns anos atrás. Eu estava indo pro colégio, e aí vi algumas senhoras e moças com rosas nas mãos, estranhei o fato da uniformidade (típica em alguns humanos) das flores. Eram todas iguais, versão unitária e totalmente vermelhas. Cada mulher naquele dia deveria receber uma, pelo menos era o discurso. De Estamiras a Narcisas. Todas eram "homenageadas e presenteadas". No colégio, fizeram questão de uns preparativos bestas como se fossem tapa-buracos. E aproveitaram a licença maternidade da professora de português, pra fingir que tinham planejado todo o evento. Tentei começar a ler um livro, mas um professor disse que não podia por ser um dia importante pra mim. Daí eu perguntei, pq eu deveria levar em conta datas comemorativas apenas simbólicas e nada representativas. Bem, ele disse que era um dia importante pra mim. Guardei meu livro, e esperei ele sair pra colocar os fones nos ouvidos, o que foi uma pequena fuga daquele nauseante feliz momento. Na hora da saída, tinham alguns funcionários distribuindo rosas para todas as mulheres da escola. Das alunas mais novas, ás funcionárioas e mães mais velhas. Grande maioria sorria e agradecia ao receber a singela lembrança(artificial). Na minha vez, eu peguei a que descartavelmente seria dedicada a mim, e em seguida joguei no chão. O rapaz, me chamou e disse que deixei cair, neguei com a cabeça e e falei que podia ficar pra ele, "mas hoje é seu dia" ele me disse, voltei pra pegar a rosa. Ele ia abrindo um leve sorriso como se tivesse me convencido. Eu devolvi a rosa pra ele, e disse que não fazia questão desse "meu dia". Aí, como num estalo profético, ele me chamou de ingrata. Respondi o elogio com máxima satisfação no rosto, e um educado vai tomar no cu na boca...
Ingrid
narragens e falas que um dia tiveram vez, podem estar mortas, mas são ressuscitadas toda vez que algum olho as acompanham e num pequeno espaço de tempo ganham o mínimo de artenção num outro satélite-cabeça...
sábado, 22 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
Se viram poucas vezes, e a entrega
suprimia a quantidade de encontros
Foram intensos como guerra, sem espaço pra trégua
E se tornaram um, se entendiam enquanto inacabados
se fossem perfeitos, seria o final e pronto...
ato realizado sem coadjuvantes
ambos protagonistas: dificíl execução!
por isso o ensaio era desnecessária ação
o entrosamento era visível nos sorrisos em seus semblantes
dizem que mutualismo é coisa de bicho
foram bicho,
não tinham habitat, qualquer lugar
servia de ninho e nicho
a rotina é predatória
e uma relação que podia dar boa cria
se viu entrando em confusão, enquanto se extinguia
perceberam estar entrando em cativeiro
e antes que fossem dominados por inteiro
dentro daquele espaço que nada tinha a ver com saigon
mas que ela também disse adeus pelo espelho, com batom
gael
suprimia a quantidade de encontros
Foram intensos como guerra, sem espaço pra trégua
E se tornaram um, se entendiam enquanto inacabados
se fossem perfeitos, seria o final e pronto...
ato realizado sem coadjuvantes
ambos protagonistas: dificíl execução!
por isso o ensaio era desnecessária ação
o entrosamento era visível nos sorrisos em seus semblantes
dizem que mutualismo é coisa de bicho
foram bicho,
não tinham habitat, qualquer lugar
servia de ninho e nicho
a rotina é predatória
e uma relação que podia dar boa cria
se viu entrando em confusão, enquanto se extinguia
perceberam estar entrando em cativeiro
e antes que fossem dominados por inteiro
dentro daquele espaço que nada tinha a ver com saigon
mas que ela também disse adeus pelo espelho, com batom
gael
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