Luisito Ramirez chega em casa empolgado. Afinal tinha ganho o papel principal da peça que sua turma apresentaria. Seu pai, Augusto Ramirez, berra rabugento "Isso é coisa de viado!". A confusão visita Luisito, não sabia o que representava a fúria do pai. Ele tinha uma boa notícia e foi comparado a um bicho. Não sabia o que fazer. Escondido, ensaiava em casa, e a professora via os progressos da pequena criança. Augusto, simpático a seu xará que fora presidente, tinha pensamento ultrapassado e não queria seu filho metido nessas coisas. Queria que fosse como ele, militar! O filho, em contrapartida, se sentia bem nos ensaios e criara boa expectativa para a apresentação. O pai, puto da vida, vai apenas por questão simbólica. Durante o caminho ele não cansa em repetir frases preconceituosas e com alto teor de mesquinharia. O casal Camila e Augusto Ramirez, senta na primeira fileira, aguardando a tão esperada atuação de Luisito. Sobem as cortinas. o cenário agrada o patriarca, o tema era a ditadura chilena, e o pai já vê com outros olhos essa atividade escolar. O menino entra vestindo fardas, e portando uma arma de brinquedo. Os parentes batem palma a medida que cada filho entra em cena. Ao final todos aplaudem de pé, menos Augusto Ramírez. No primeiro momento, julgava um papel sem importância e que o filho poria sua masculinidade em xeque(hábito típico desse tipo de gente). Depois, percebeu que o filho, de fardas, representava a garantia de ordem da nação. A frustração veio logo em seguida, quando descobriu que ele representava o líder de um grupo revolucionário que lutava contra a invasão norte-americana, e usando ao invés de tiros barulhentos, poesias e musicas de protesto
gael