nas costas das formigas todo o ouro, lucro e futuro do tamanduá
na cabeça das formigas o desejo de viver pra sustentar sua cria
o desejo por poder, leva a crer, que é melhor ter...
descrentes constituem resistencia, fiéis louvam com veemencia e o tamanduá devora a todos sem mínima clemencia
no formiguero social, hierarquia bem estruturada
te exploram até não sobrar nem gota, nem pingo de nada.. assim como fizeram em serra pelada
gael filho de formigo
narragens e falas que um dia tiveram vez, podem estar mortas, mas são ressuscitadas toda vez que algum olho as acompanham e num pequeno espaço de tempo ganham o mínimo de artenção num outro satélite-cabeça...
terça-feira, 15 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Fragmento achado de Juan de los Palotes, desaparecido
"Escrevo para me livrar da tortura. A sombra que me persegue e faz questão de me torturar é indiferente ao que passo e sinto, sabe que isso contribui nesse ritual nada benéfico, nem a mim, nem a sombra. Meus pés tentam criar raízes a medida que tem qualquer relação "agrarável", mas são sabotados pelos ratos que não cansam de roer. Tentativa e erro de minha parte. Observação e sucesso da parte deles. Água e óleo não se misturam, e dessa mistura fizeram o pior traçado que pude beber. Forçado a engolir para hidratar o que restava de mim. Comparado aos traçados antigos, tinha nada de praça, de graça ou abraço. Só de pés descalços roídos, sangue fresco em desuso e peles em pedaço. Escrever é uma tortura, e é o que sobra de mim, quase-ser que nem os vermes querem mais. Corroído por dentro e destruído por fora, apenas deixa-se negligentemente um pedaço meu no que serve de papel, da unha faz-se ponta da caneta e o sangue é a tinta dessa literatura clandestina, primitiva e ultrapassada. Escrevo essas palavras sabendo que são minhas ultimas, e depois dessa tortura nada mais me resta. Nada mais me resta..."
gael solo de los palotes encontrou o fragmento
14 07 14 - 4 da manhã
gael solo de los palotes encontrou o fragmento
14 07 14 - 4 da manhã
sexta-feira, 11 de julho de 2014
serjo samplajo (pavio)
quando paridos, o pavio do destino é aceso
e o ideal do progresso é faze-lo
de regra a ser seguida
se não, o que tu irás conceber não é vida
vão te chamar de negra ovelha
ou de outros estereótipos que der na telha
uns aceitam de cabeça baixa
o intuito dos de cima contra ti
é: rebaixa!
se não, não pode criar, muito menos parir
sucumbir é o que logo vão especular
mas de especulação
já me basta a wall street e tókio
prefiro ouvir histórias de pescador, sherazade ou pinóquio
os que erguem o peito
e saem a questionar
vão ser tratados de problemáticos
que de nada sabem respeitar
"VEJA" bem, esse tipo de prática
não faz bem, melhor é maquiar-te
e nos ideais, fazer uma plástica
pensar que faz diferença, por fazer arte
por favor, ponha-se no seu lugar
e neste caso, nunca será o de pensar
de conversas e traçados trocados
faço meu hino
a experiência de ancião
no corpo de menino
faz parte do erro
enquanto ensino
que qualquer menino
tem grande sabedoria, enquanto embarca
em aprendizado de capitão
não é só piloto que maneja a arca
e sábio mesmo é o ancião
que se reconhece aprendiz
pois mais se aprende com quem nunca diz
com o pavio aceso, se perde sem alarde
a contradição do real se faz presente enquanto arde
a linha da vida é como abismo, simples fino
caminhamos na corda bamba
que sabemos: se rompe a esmo
equilibra no peito, enquanto arranca
com dentes e unhas o que busca
a rotina é o feitor que te frusta
e te impõe a viver por um fio
me parece que quando mais procuro,
mais me confino
sem perceber o cheiro de pólvora
de quando explodiu o pavio do destino
gael
e o ideal do progresso é faze-lo
de regra a ser seguida
se não, o que tu irás conceber não é vida
vão te chamar de negra ovelha
ou de outros estereótipos que der na telha
uns aceitam de cabeça baixa
o intuito dos de cima contra ti
é: rebaixa!
se não, não pode criar, muito menos parir
sucumbir é o que logo vão especular
mas de especulação
já me basta a wall street e tókio
prefiro ouvir histórias de pescador, sherazade ou pinóquio
os que erguem o peito
e saem a questionar
vão ser tratados de problemáticos
que de nada sabem respeitar
"VEJA" bem, esse tipo de prática
não faz bem, melhor é maquiar-te
e nos ideais, fazer uma plástica
pensar que faz diferença, por fazer arte
por favor, ponha-se no seu lugar
e neste caso, nunca será o de pensar
de conversas e traçados trocados
faço meu hino
a experiência de ancião
no corpo de menino
faz parte do erro
enquanto ensino
que qualquer menino
tem grande sabedoria, enquanto embarca
em aprendizado de capitão
não é só piloto que maneja a arca
e sábio mesmo é o ancião
que se reconhece aprendiz
pois mais se aprende com quem nunca diz
com o pavio aceso, se perde sem alarde
a contradição do real se faz presente enquanto arde
a linha da vida é como abismo, simples fino
caminhamos na corda bamba
que sabemos: se rompe a esmo
equilibra no peito, enquanto arranca
com dentes e unhas o que busca
a rotina é o feitor que te frusta
e te impõe a viver por um fio
me parece que quando mais procuro,
mais me confino
sem perceber o cheiro de pólvora
de quando explodiu o pavio do destino
gael
ECO
A par
do que estar
com diferentes
seres que são gentes
a soma, equação
ímpar, limpa
com coração
que gere
feto puto
de luto porque não nasce
se suicida
da vida de lucro
obtuso e obsoleto
do gueto sai
formiga e\ou capataz
que se esvai sem paz
100% sem alento
e sem perdão
na agonia de estar torto
dá o adeus alegre
porque se reconhece como inteiro
e morto, e aos que se consideram seus...
adeus
gael
do que estar
com diferentes
seres que são gentes
a soma, equação
ímpar, limpa
com coração
que gere
feto puto
de luto porque não nasce
se suicida
da vida de lucro
obtuso e obsoleto
do gueto sai
formiga e\ou capataz
que se esvai sem paz
100% sem alento
e sem perdão
na agonia de estar torto
dá o adeus alegre
porque se reconhece como inteiro
e morto, e aos que se consideram seus...
adeus
gael
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