segunda-feira, 30 de março de 2015

Orleans e Bragança

Era a típica visão que diminuía o trabalhador em qualquer instancia, qualquer situação. Tudo era motivo de chacota, claro, nunca ocupou o lugar de quem não tem privilégios e benefícios. Queria um educado atendimento, de certo que exemplar, entre as visitas constantes a lojas, shoppings e ajuntamentos de concreto do tipo. O cartão ganhava da mãe, e do pai, recebia um ótimo exemplo de como se portar em publico reproduzindo todo tipo de preconceito. Desd'o conhecido argumento de classe, que segundo o patriarca era chato e repetitivo, até coisas mais recentes da modernidade, como homofobia e legalização de drogas. Assuntos esses que eram sempre abordados de forma conjunta.. lamentável! Era uma família respeitada, tinha bons costumes, bom trato social... Claro todos esses valores avaliados pelo juiz que nada vê e tudo mente e civiliza. Gozavam do laudêmio, das propriedades que possuiam, fora as regalias de serem decendentes diretos dos Orleans e Bragança. Em relação ás propriedades, tinham lojas e empreiteiras. Dentre as regalias, a amizade de desembargadores, deputados e apresentadores ajudavam quando a nobre família deixava escapar um pouco da sujeira varrida pra debaixo do tapete. Agora o laudêmio é o que mais encucava os que sabiam de sua existencia, pois grande maioria não sabia sequer o que era. O tal do laudêmio era um imposto cobrado na época da Coroa, em relação a compra e venda dentro do território "nacional". Só que depois de tanto tempo, esse imposto ainda vigora, de diferentes formas. Sendo que na bela, histórica e turística cidade imperial toda arrecadação vai para os herdeiros do Pedro I. Estes que contribuem para um município extremamente geriátrico, bocejante e provinciano. Todos cidadãos petropolitanos são bem felizes ao entoarem o hino da cidade, quando dizem que "Petrópolis tens do passado gloriosas tradições".

gael

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