quarta-feira, 12 de agosto de 2015

bonitas palmeiras

voce se encontra bem no meio
da tempestade e a calmaria
extremidade de si mesma
é a eterna poesia

a noite e o dia
brigam pra lhe ter presente
o sorriso de luar
que ilumina o ambiente

seus lábios como faca
que me cortam o coração
e essa faca tem dois gumes
pois me ceifam a razão

sua ginga me embriaga
e o chão imortaliza
a saliva de veneno
na capoeira dança-viva

a valentia de uma flor
pra se manter com vida:
é a navalha Palmerão
e a espingarda de Bonita

gael

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