Sem essa de descritivismo barato, já que de onde falo o contexto é outro. Lutam pra ser ou parecer caros. Brigam pra saber qual maquiagem ou fantasia será a mais bonita. O desentendimento aqui é comum, normal. Desde de pequenos conseguimos esse grande feito de se desentender por nada. Culpados? Todos os que aqui habitam. O organismo (des) funciona a mil, e os empregados são a própria lenha que faz a máquina girar. Moem ossos com sutileza e espremem corações sem escrúpulos. A arbitrariedade do juiz é notória, todos sabem, ele julga de acordo com o que pode ser oferecido. Os crimes são diariamente atualizados. Estatísticas e números. Mapeamento e operações. O telefone grampeado só apontou a cabeça doentia do prefeito e sua rede de pornografia infantil. Esquecimento e reeleição. Pois no dia seguinte, três meninos foram pegos no flagra, ao furtivamente visitarem um shopping. O trio de infratores que, além de fome tinha família e restos de esperança, foi espancando por seguranças presentes e recebeu vaias dos que rapidamente passavam pela praça de alimentação rápida. O prefeito no dia seguinte deu um discurso ao vivo, dizendo que ia aumentar a segurança e a verba pra educação. Os sorrisos foram chiques e de classe, saindo da média e subindo as altas. O conteúdo virtual do político bem sucedido foi deixado de lado, e os meninos receberam reeducação de um padre local, Severino. Aqui, uns crimes são perdoados, outros não...
gael
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