quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

o cancer do organismo de jack

desconstruir o estabelecido não é só explodir prédio
porradaria existencial pra espantar o tédio
a verdadeira arte marcial
é a luta engajada pra derrubar o capital
enquanto a válvula de escape escoa pelo eco
balões-humanos, cheios de si, estouram antes de chegar no teto
ídolo de si próprio, o ópio é o auto louvor
tão preocupado com a imagem, negligencia (su)a dor
que passa, e sem graça, aproveita o disfarce
e mesmo após a festa, mantem a fantasia
continuando a farsa, que engrossa o caldo da falsa face
a cara a tapa só é dada por questão de ironia
nota musical mais disseminada é a que fala de si
substitua a lei de talião, pela lei de murici
entramos no concerto pra desconsertar o padrão
a critica-ataque é feita a partir da uniformização
todos iguais, pensam fotocópias de quem manda
pensa que se locomove, pois em cima de esteira anda
caminha, pero não sai do lugar
descreve tão bem, que consegue enganar
nos porões da agonia, planejamos os atos
a glória é ser coerente-simples, e não a de sair intacto
conteúdo não esculpido em carrara,
cuspido e escarrado, torna a joia mais rara
todas suas ações de crédito, descredito
abomino seus juros, e faço campanha contra sua empresa de banco
se despir das suas marcas faz parte do rito
e quando nos dizemos radicais, respondem "não é pra tanto"
o processo com sentimento é lento, mas planejado
vão cair suas estruturas, pela ajuda das informações dos infiltrados
abdico essa sua proposta equivocada de vivência
o lucro de seus atos e investimentos só leva a falência
após horas de estudo, em lugares clandestinos e floresta
orquestra das explosões, é o que nos resta
cesso o barulho do ar, e paro o respiro
pra poder escutar melhor a melodia do tiro


gael

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