narragens e falas que um dia tiveram vez, podem estar mortas, mas são ressuscitadas toda vez que algum olho as acompanham e num pequeno espaço de tempo ganham o mínimo de artenção num outro satélite-cabeça...
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
mostro-me a exceção da atual sociedade do magro, do reto e do raso
mostro minha barriga de guardanapos, copos e pratos
mostro minha ignorancia ao discurso convencional, bobo e chato
mostro meu sorriso amarelo frente ao seu mundo de fluor e sorriso acolgatado
minha gula não é pecado capital...
tenho gula ao engolir o que ninguem mastiga..
e vomito o desagradável em seus belos pratos de comida
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não tape os ouvidos, eu existo!
texto: gael
desenho: guilherme constantino
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