ó lá quem vem
de longe, perto, não importa onde
pisam descalços no caminho de concreto
acompanhado ou sozinho, sei que tem gente vindo
com compromisso sem alarde, faz o teu e fica quieto
mesmo tarde, olha o céu e enxerga o teto
ó lá quem vem
na alegria ou de luto, ambos lutando
planta semente, colhe fruto, abençoada colheita
atividade dita e feita, dos que não acreditam na mentira eleita
que abdica do toque no celular,
tecnologia que desumaniza, choque cultural, cabeça que idealiza
ó lá quem vem
de lugares, navegam mares, pé no deserto destrói os sapatos
até dos bares sai neguin que se corrói pelo não ato
e dói, porque se julga estar inapto
ó lá que vem
vestindo trapos sem ligar, sorriso largo a acalmar
despedidas sem fim, mães a chorar
saúdo aquele que anda, saúde a toda banda
que percebe humildade, e na arte vê mudança
gael
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