Sobe a fumaça, ficam os escombros
implodiram a alma, de uma mente insegura
na troca de olhares, a liberdade da com ombros
Fica quadros, rabiscos e retratos
gestos viram ruídos, sem olfato inalo
com grilhões e algemas, a carcaça eu arrasto
e do subterrâneo me guio sem Faro
Sem reflexo, o espelho em cacos
sem lágrimas chora o "estilhaçado"
bêbado segue o equilibrista na torta pista dos fracos
a realidade sorrindo com (e) os olhos tapados
De pé cá estamos, a pequena e eu de mãos dadas
o deraredero desejo voar, e as asas foram cortadas
Observando da janela do último andar
olhos pra trás, aceno, é minha vez de pular
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