quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mercedes

Por vezes e momentos de cabeça baixa
servindo de serviçal enquanto o chão racha
cê acha realmente que ia estabelecer?
uma boa relação com que detém o poder
mesmo não tendo graça, só pode ser piada
coexistir pacificamente com a ordem (que é) odiada
Em meio ao conflito, não sei se cê viu/civil
o orgulhoso capitão e o tratamento hostil
se achava correto, e sem critério agiu
um simples tiro na cara, e com relógio caiu
ainda me lembro sem palavras, da cantiga de ninar
(ela) cantarolava por você, e resistir é amar
rejeito o trono sedutor, mesmo sendo dificil
tendo que ser e arcar com os próprio sacrificios
tbm nego sua alteza, digo não no dia do fico
o intuito é deixar,
a programação fora do ar
no seu horario de pico
suspeite do silêncio que é quando agimos
vocês especulam, nós sentimos!
não subestime quantidade, respeite a mínima guerrilha
porque é de "não" e "são" que se formam quadrilhas
sem oportunidades, abra suas proprias portas
se exercite e trabalhe, mas sem ligar pras notas
depois do aprendizado, zero minha ultima prova
com novas visão e pratica, fundo a nova escola
não farei tudo que vc quiser, sem questionar
máscaras e belos sorrisos não vão (te) maquiar
Após tanto correr, por vcs encurralado
rodeado por uniformes em cima de seus cavalos
Em meio a fuga não ligue pras explosões
na briga pela vida é qnd nascem as mais belas canções
pequenos rastros e pegadas de uma ligeira existencia
abdico o mundo cinza e toda vossa falência
antes do adeus, te relembro, digo o que sinto
lute pra se encontrar nos seus próprio labirinto

Adiós Mercedes, um bejo a ti forte guerreira
Adiós Ofelia, conversa mais que sincera
Adiós Mercedes, combativa por inteira
Adiós Ofelia, primeira flor da primavera

gael

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